Ambientação

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Ambientação

Mensagem por After The Break em Qua Dez 26, 2012 12:34 am

Início da Guerra: 21/09/2014
Época Atual: Maio de 2018
País: Nova Zelândia
Estação: Fim de 'Outono'
Trama Atual: Em Breve
Trama Passada: ---
AFTER THE BREAK
LEMBRE-SE SEMPRE!
NÃO MAIS QUESTÃO DE SEGURANÇA.
AGORA VOCÊS LUTAM PELA SOBREVIVÊNCIA.
AMBIENTAÇÃO
ENTENDA COMO O APOCALIPSE CHEGOU


A GUERRA

No ano de 2014 o mundo se deparou com uma grande ameaça. Conflitos internos e externos de países trouxeram muita instabilidade entre as relações internacionais. Foram vários assuntos discutidos; assuntos como briga pelo petróleo, desarmamento de armas nucleares, crises econômicas, revoltas que aconteciam nos quatro cantos do globo, etc. Tudo o que estávamos acostumados a ver e ouvir, porém. naquele ano a crise tomou uma proporção inimaginável. E em 21 de setembro de 2014 a terceira guerra mundial explodiu.

O mundo entrou em uma era apocalíptica. Uma época que muitos loucos desejavam e profetizavam. O poder aniquilador nesta guerra foram as armas nucleares e biológicas, algo que já era bem comentado e muito temido. As mais poderosas foram as armas nucleares. Nem todas foram usadas, mas aquelas que foram mostraram-se capazes de transformar completamente o planeta. Esta foi a surpresa devastadora, uma arma que não só matou um grande número de pessoas, mas que também mudou completamente o ecossistema da Terra.


No começo armas 'comuns' e biológicas foram utilizadas, deixando claro que a guerra se tornaria ainda mais devastadora que as duas anteriores. Unidas, em um curto espaço de tempo essas armas conseguiram exterminar em torno de 50% da população em todo o planeta. Houve países que tiveram 90% de sua população dizimada apenas por serem alvos biológicos. Com quase metade da população mundial dizimada, as armas nucleares entraram em ação e países do hemisfério norte, continente europeu e asiático foram os mais atingidos. Nesta fase de guerra foram mais 1 bilhão de pessoas mortas, e o pior ainda estava por vir...

As consequências trazidas pelas armas nucleares mudaram completamente o clima no mundo. A princípio um inverno nuclear dominou o planeta e os que ainda permaneceram vivos após a explosão das armas atômicas tiveram que se deparar com mais esta ameaça. O inverno nuclear se não matou pelas suas baixas temperaturas, o fez pela escassez de alimentos e pelas consequências climáticas. A colheita de todos os alimentos foi perdida e por longos meses nesse período não se tinha muita coisa para comer. Animais, plantas e seres humanos definharam de fome e nessa época se perdeu mais um bilhão de vidas humanas e incontáveis vidas não humanas. Com a falta de alimentos aqueles que não tinham um grande estoque em casa se viram esfomeados e aqueles que não morreram... enlouqueceram.

Os expostos à radiação também sofreram suas consequências e se não morreram nas explosões, morreram depois, de câncer, especialmente na laringe. Sem nenhum tipo de assistência não houve nada o que fazer, apenas esperar a morte chegar. Pouco a pouco a humanidade ia morrendo e das piores maneiras possíveis.

Esses foram os maiores problemas, mas não os únicos. As consequências desastrosas enfrentadas são sentidas até hoje. A raça humana beira à extinção, sobrando uma mísera parcela daqueles bilhões de criaturas que abarrotavam o mundo. Mas sobrevivemos, a nossa raça resistiu. Algumas ilhas ainda guardam vida por não terem sido vorazmente atingidas.

Aqui no AFTER THE BREAK~ você é um sobrevivente. Você 'acorda' depois desse 'intervalo' de três anos e vai em busca de uma esperança, mas não pense que será fácil... Em nenhum lugar você estará seguro, o mundo não para de te proporcionar péssimas surpresas...


A NOVA ZELÂNDIA

Um país mostrou ser a esperança para a nossa raça e este país é a Nova Zelândia, local que muitos diziam ser um dos melhores lugares para se abrigar no caso de uma guerra nuclear. Na época da guerra o país foi poupado, mas nem por isso passou despercebido. Por volta de seis meses após o início da guerra, duas bombas foram jogadas contra suas cidades de Auckland e Wellington, dizimando boa parte da população, fazendo com que muitos sofressem os efeitos da radiação, Por ser uma ilha seu ecossistema não sofreu tanto quanto os outros, sendo preservada da mais completa destruição. Passou pelo inverno nuclear, sofre grandes mudanças, mas se comparada aos outros locais do planeta, pode se considerar um lugar privilegiado.

Muitas cidades na Ilha Sul viraram o recanto favorito dos fugitivos e se tornaram locais considerados 'apropriados' para um recomeço. Foi nesta área onde começou a nascer - muito timidamente e com dificuldades -  as primeiras plantações de grãos, frutos, a criação de animais e a atividade pesqueira. Com isso grande parte da população espalhada pelo país passou a se mudar para a região. Atualmente suas cidades de Queenstown, Dunedin e Gore são as maiores esperanças para as poucas centenas de sobreviventes que tentam refazer suas vidas. Mas se estas cidades são a esperança para os sobreviventes, são ótimos destinos também para os bárbaros que já começaram a atacar no local. Grupos resistentes estudam o lugar e será nestas cidades que começará também a reimplementação de novas leis, pelo menos é o que se espera...

Se Queenstown, Dunedin e Gore são as grandes esperanças dos sobreviventes, as cidades de Wellington e Auckland escondem muitos perigos que em breve passarão a atormentar ainda mais os sobreviventes de toda a Nova Zelândia. Os poucos corajosos que se aventuraram nessas duas cidades puderam se deparar com grandes mutações humanas, algo tão aterrorizante e assassino que não permitiu que saíssem da região. Cidades vizinhas parecem também estar sofrendo ataques dessas bestas e os pouquíssimos sobreviventes que conseguem chegar a Ilha Sul já alerta sobre o perigo. Uma ameaça mutante poderia cruzar a ponte?


DIAS DE HOJE

Três anos se passaram, as consequências foram abrandando, mas pouco se recuperou. O mundo mudou por completo. O ecossistema e o clima já não são mais os mesmos. Nas cidades mais devastadas a lembrança da guerra ainda é perturbadora e parece bem recente. Há muita fumaça, a mais completa destruição, ainda se encontra grandes níveis de radiação e é praticamente impossível viver nelas. O mundo segue em um completo caos e não apenas nessas cidades...

O clima anda inconstante e trás penosas surpresas. Tempestades super violentas continuam, mais brandas que tempos atrás, mas continuam, atingindo principalmente a área costeira. Incêndios florestais acontecem também e o pouco de vida que tenta se recuperar nestes lugares, muitas vezes acaba se perdendo novamente. A vida no mar havia sido quase perdida com tantos problemas, mas começou a renascer e em alguns lugares se pode observar peixes povoando as águas, não se sabe se são comestíveis, mas já aparecem. Alguns solos parecem prontos para um discreto plantio e grãos e frutas nascem em áreas mais privilegiadas. A vida está se refazendo e os humanos começam a ter esperanças, contudo, nada é fácil.

Após tantas mudanças e com a dificuldade de lidar com um ambiente com o qual não se estava acostumado, os sobreviventes se viram em um novo mundo completamente estranho, um mundo falido, um mundo que jamais imaginaram enfrentar. Muitos, principalmente aqueles sem a segurança de um bunker, tiveram que retornar ao seu instinto mais primitivo, seu instinto caçador, mas não como os caçadores do passado. Esses atuais sobreviventes caçadores no começo não reconheciam mais o mundo em que viviam, não sabiam como retirar o sustento dele e mesmo se soubessem, a tarefa era árdua demais.

Com tantas mudanças, o psicológico de muitos mudou, fazendo com que se tornassem verdadeiros animais. Suas principais necessidades eram apenas as primárias: fome e sede. Os mais vorazes e cruéis começaram a aparecer pelas cidades, optando pelas áreas rurais, áreas onde muitos haviam escolhido permanecer. Com tanta dificuldade e com uma tamanha fome, muitos acabaram se tornando verdadeiros canibais. Comiam qualquer carne que encontravam pela frente, mas a mais apreciada por eles passou a ser a carne humana. Este grupo de sobreviventes começou a ser chamado de 'bárbaros', fazendo menção aos povos que na antiguidade invadiam povoados, roubavam, matavam, em busca de riqueza, solo fértil e bom clima. Agora também são chamados assim por sua imensa crueldade.

Como no novo sistema não há leis, nada os impede. Aqueles que pretendem sobreviver pacificamente muitas vezes se deparam com estes grupos invadindo suas áreas, roubando, e o pior, matando para terem sua carne. Porém, a falta de justiça pode estar prestes a ter um fim. Um grupo de resistentes - muitos que sobreviveram à guerra enfurnados em burkers, guardando inclusive muito conhecimento e itens preciosos - estão se organizando para tentar retomar um pouco da justiça e das leis. Este grupo conta em especial com grandes conhecedores da tecnologia, militares ou parentes destes, sobrevivencialistas, ricos, etc. Os resistentes começaram a se encontrar para tentar por fim neste imenso massacre.

Os simples civis se encontram mais em áreas rurais ou no litoral. Vivem temerosos por suas vidas e, inexplicavelmente, o que mais temem atualmente é aos grupos bárbaros que sempre aparecem para lhes roubar, atacar e matar. Tentam se manter ao máximo escondidos, mas precisam plantar, pescar, colher, precisam sobreviver.

Este o cenário atual, uma luta não apenas contra as consequências naturais, mas também contra aqueles que deixaram de ser humanos.
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